MICROCEFALIA EM SERGIPE: ACHADOS CLÍNICOS DOS CASOS OCORRIDOS EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DE REFERÊNCIA DE ALTO RISCO

Autores

  • Lourivânia Oliveira Melo Prado Autor
  • Fernanda Kelly Fraga Oliveira Autor
  • Francisco Prado Reis Autor
  • Íkaro Daniel de Carvalho Barreto Autor
  • Henrique Soares Silva Autor
  • Chistiane da Costa da Cunha Oliveira Autor

Palavras-chave:

Microcefalia, recém-nascidos, epidemiologia

Resumo

A Microcefalia corresponde a um sinal de destruição ou déficit do crescimento cerebral e pode ser consequência de desnutrição materna, anormalidades cromossômicas, exposição a drogas ou outras toxinas ambientais, distúrbios metabólicos e de infecções congênitas. As sequelas vão depender de sua etiologia e da idade em que ocorreu o evento sendo que, quanto mais precoce a afecção, mais graves serão as anomalias do Sistema Nervoso Central. O estudo objetivou descrever os achados clínicos dos casos de microcefalia ocorridos em uma maternidade Pública do Estado de Sergipe no período de 2015 a 2017. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, retrospectiva de caráter exploratório, com abordagem quantitativa. Foi desenvolvida em uma maternidade pública de referência para gestantes e recém-nascidos de alto risco do município de Aracaju - Sergipe. A amostra foi composta por 90 casos de recém-nascidos portadores de microcefalia no período de agosto de 2015 a novembro de 2017. Os dados foram analisados e apresentados por meio de frequências relativas e absolutas. Em relação às intercorrências clínicas associadas à gestação, 30 % (n 27) apresentaram exantema na gestação, 28.9% (n 26) das mães tiveram hipertensão arterial sistêmica, 15,6 % (n 14) febre na gestação, 13,3% (n 12) apresentaram infecção do trato urinário, 3,3% (n 3) diabetes melitus gestacional e 2,2% (n 2) sífilis na gestação; verificou-se que 21,1% (n 19) apresentaram oligodrâmnio; 21,1% (n 19) microcefalia evidenciada no exame ultrassonográfico do pré natal; 15,6% (n14) retardo de crescimento intrauterino; 6,7% (n 6) ventriculomegalia; 5,6 (n 5) agenesia do corpo caloso; 2.2% (n 2) ausência de vernix cerebelar e 1,1% (n 1) Síndrome de Dandy-Walker; Dentre as condições clínicas dos recém-nascidos microcefálicos ao nascimento, foi evidenciado que 20.0% (n 18) tiverem cianose; 13,3% (n12) desconforto respiratório e 12,2% (n 11) necessitaram de manobras de reanimação neonatal. Conclui-se que se faz necessário a elaboração de estratégias de prevenção, controle e combate desta afecção na sociedade, a fim de garantir qualidade de vida e melhores condições de saúde da população brasileira.

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Publicado

2026-05-17

Como Citar

MICROCEFALIA EM SERGIPE: ACHADOS CLÍNICOS DOS CASOS OCORRIDOS EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DE REFERÊNCIA DE ALTO RISCO. (2026). Temas Em Saúde , 19(6). https://temasemsaude.com/ts/article/view/624