BURNOUT E DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: RELAÇÕES ENTRE AS DIMENSÕES DA SÍNDROME E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.64671/ts.v26i1.211

Palavras-chave:

Atividade Física, Professores, Qualidade de Vida, Síndrome de Burnout , Universidade

Resumo

A Síndrome de Burnout configura-se como uma condição recorrente entre profissionais expostos a elevados níveis de estresse e demandas laborais exaustivas. O corpo docente, em particular, apresenta vulnerabilidade ao transtorno devido às intensas exigências emocionais e cognitivas inerentes à prática educativa, o que compromete a qualidade de vida e a eficácia do processo de ensino-aprendizagem. O presente estudo objetivou analisar a influência da atividade física na mitigação dos sintomas de Burnout em professores da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Realizou-se uma pesquisa transversal, de abordagem quantitativa, com 44 docentes do Campus Ministro Petrônio Portella (média de 49,9 anos). Utilizaram-se os instrumentos International Physical Activity Questionnaire (IPAQ - versão curta) e o Maslach Burnout Inventory (MBI), seguidos de análise estatística descritiva e de associação. Os resultados indicaram que 50% dos docentes são ativos e 29,5% muito ativos. Quanto às dimensões da síndrome, observou-se alto nível de realização pessoal (52%), baixa exaustão emocional (41%) e baixa despersonalização (43%). A associação dos dados revelou que professores "muito ativos" apresentam menores índices de exaustão e despersonalização. Contudo, docentes de Educação Física demonstraram níveis superiores de exaustão emocional e menor realização pessoal comparados a outras áreas. Conclui-se que, embora a atividade física contribua significativamente para a redução do Burnout, ela de forma isolada acaba por não ser suficiente, para debelar as múltiplas pressões da carreira docente, evidenciando a complexidade das dimensões de exaustão, despersonalização e realização profissional.

Biografia do Autor

  • Dr. Fábio Soares da Costa, Universidade Federal do Piauí

    Doutor em Educação pela Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PPGEDU/PUCRS (Bolsista CAPES/PROEX) com Estágio Pós doutoral em Educação pela mesma instituição. Mestre em Comunicação pelo PPGCOM/UFPI. Especialista em Supervisão Escolar pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Licenciado em Educação Física pela Universidade Federal do Piauí - UFPI. Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Questões Sociais na Escola - PUCRS. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas OBCORPO - Observatório do Corpo: mídia, educação e movimento. Professor Adjunto do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - DMTE/CCE da Universidade Federal do Piauí - UFPI. Foi Coordenador do Programa de Residência Pedagógica em Educação Física da UFPI (2022-2024) e Coordenador do Curso de Licenciatura em Educação Física dos polos de Floriano, Miguel Alves, Batalha e Luzilândia, pelo PARFOR/UFPI(2024-2025). Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Comunicação - PPGCOM (UFPI) e do Mestrado Profissional em Educação Física - PROEF (UESPI/UNESP). Tem experiência na área de Educação Física Escolar. Principais pesquisas desenvolvidas ou em desenvolvimento nos temas: comunicação, imagem corporal, corporeidade, saúde, qualidade de vida, juventudes, educação, educação física, gênero, representações simbólicas, educação física escolar somática, formação docente em educação física, estágio supervisionado e dispositivos midiáticos.

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Publicado

2026-03-10

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

BURNOUT E DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: RELAÇÕES ENTRE AS DIMENSÕES DA SÍNDROME E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA. (2026). Temas Em Saúde , 26(1). https://doi.org/10.64671/ts.v26i1.211