AVALIAÇÃO DO PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO INSTITUCIONALIZADOS
Palavras-chave:
Gerontologia, Sistema Respiratório, Promoção da SaúdeResumo
A função pulmonar apresenta um declínio com o avanço da idade predispondo morbidades. O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar o pico de fluxo expiratório entre idosos institucionalizados e não institucionalizados. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico com idosos institucionalizados e não institucionalizado do município de Maringá - Paraná. Foi realizado a avaliado o perfil socioeconômico, os sintomas respiratórios e o pico de fluxo expiratório. Os dados obtidos foram digitados em planilha do programa Microsoft Excel 2010 e aplicado o teste não paramétrico de Wilcoxon. O nível de significância foi fixado em 5%. A análise foi realizada com o auxílio do ambiente estatístico R (R Development Core Team). O estudo foi composto por 105 idosos, sendo 52% (n=55) institucionalizados com média de idade 73±7,75 anos e 48% (n=50) não institucionalizados com a média de idade de 70±7,96 anos. Os resultados amostrais fornecem evidências de que a diferença entre as medidas observadas foram maiores significativamente nos idosos não institucionalizados (mediana: <0,001; média: <0,001; máxima <0,001; e mínima: <0,001) já o valor predito foi maior para os institucionalizados (0,014). Em relação à percepção de saúde, 51% dos entrevistados institucionalizados e 44% dos idosos não institucionalizados consideram sua saúde como boa. Do total de idosos, 29% e 24% apresentaram tosse e 18% e 22% expectoração, nos grupos institucionalizados e não institucionalizados, respectivamente. Os achados do presente estudo indicam menores valores de pico de fluxo expiratório no grupo de idosos institucionalizados, embora a percepção de saúde em ambos os grupos tenha sido referida como boa. Faz-se necessário criar novas estratégias e ações que promovam a saúde dos idosos institucionalizados no contexto da interdisciplinaridade.
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