VARIÁVEIS RELACIONADAS AO NÍVEL DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E AO ÓBITO NO TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO MODERADO OU GRAVE
Palavras-chave:
Traumatismos craniocerebrais, Acidentes, Fatores epidemiológicos, Indicadores de morbimortalidade, Saúde públicaResumo
Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é considerado um importante problema de saúde pública, pois afeta a saúde e a funcionalidade humana. Determinar a busca dos fatores que relacionam o prognóstico das vítimas é dificultada devido ao grande número de variáveis existentes que influenciam na recuperação após o trauma. Objetivo: investigar a relação de variáveis sociodemográficas, ambientais e clínicas com o nível de independência funcional e o óbito de vítimas de TCE moderado ou grave. Métodos: estudo prospectivo e longitudinal, realizado entre outubro de 2017 e abril de 2018, em um hospital de referência no oeste da Bahia. Foram coletados dados no prontuário, com os responsáveis e a aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF), para o desfecho de alta. Os dados foram analisados com o auxílio do pacote estatístico SPSS versão 23, adotando um nível de significância de 5% (p≤0,05). Resultados: a amostra foi constituída por 42 vítimas, a maioria com TCE grave (83,3%), com média de idade de 33,50 anos, do sexo masculino (88,1%) e vítimas de acidente motociclístico (64,3%). Houve maior frequência de dependência funcional motora e cognitiva modificada (72,4%). As variáveis relacionadas ao óbito foram: ser do sexo masculino, ter ensino fundamental, apresentar menor tempo de internação, com quadro de hematoma subdural agudo, lesão hipóxico isquêmica e pupilas midriáticas. Na alta, os piores resultados da MIF estiveram relacionados a um maior tempo de internação hospitalar e pupilas anisocóricas. A Escala de Coma de Glasgow (ECGl) e o Revised Trauma Score (RTS) não serviram para determinar a gravidade do TCE e avaliar a morbimortalidade do grupo que evoluiu à óbito, neste estudo. Conclusão: a análise de fotorreação das pupilas foi a variável que demonstrou relação significativa ao desfecho clínico, seja ele de independência funcional ou óbito, podendo ser utilizada com segurança para ditar o prognóstico das vítimas de TCE.
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