DISTÚRBIOS COGNITIVOS NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO: ASSOCIAÇÃO ENTRE NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, QUALIDADE DE VIDA, PREVALÊNCIA DE TABAGISMO E ALCOOLISMO
Palavras-chave:
Idoso, Cognição, Atividade física, Qualidade de vida, AlcoolismoResumo
Introdução: o envelhecimento da população é fato evidente e requer a adoção de ações interdisciplinares e integração de conhecimentos. Diversas pesquisas mostram a presença de distúrbios cognitivos, sobretudo nas idades mais avançadas. Entretanto, há poucos estudos que estabeleçam a relação entre comprometimento cognitivo com o nível de atividade física, qualidade de vida, e prevalência de tabagismo e alcoolismo na população idosa. Objetivo: identificar a associação da capacidade cognitiva com as variáveis sociodemográficas e econômicas, nível de atividade física, qualidade de vida e prevalência de tabagismo e alcoolismo em idosos. Metodologia: trata-se de um estudo transversal, com abordagem descritiva-analítica. A pesquisa realizou-se em um município do noroeste paranaense. A amostra foi constituída por cento e oitenta (180) idosos, dos quais 60,6% (109) eram do sexo feminino e 39,4% (71) do sexo masculino, com média de idade de 70,8 (± 7,9) anos. A coleta de dados efetivou-se por meio da aplicação de questionários que identificaram o perfil sociodemográfico e econômico, a capacidade cognitiva, o nível de atividade física, a prevalência de tabagismo e alcoolismo dos idosos. Foram aplicados testes específicos para verificar a associação entre as variáveis. Resultados: a maioria dos idosos apresentou distúrbios cognitivos (82,22%). Associação estatisticamente significativa foi verificada entre capacidade cognitiva, grupo etário (p=0,0396), situação ocupacional (p=0,0067) e alcoolismo (p=0,0274). A maioria dos entrevistados foi classificada como fisicamente ativa (89,44%). As mulheres eram significativamente mais ativas que os homens (p=0,0012). Em relação ao grupo etário, quanto mais jovem, maior era o nível de atividade física (p=0,0002) e a renda familiar também se associou positivamente com o nível de atividade física (p=0,0230). Idosos do sexo masculino mostraram maiores problemas relacionados ao uso de álcool (p=0,0006). Tabagismo, nível de atividade física e qualidade de vida não mostraram associação estatisticamente significativa com a capacidade cognitiva. Conclusões: há prevalência expressiva de distúrbios cognitivos na amostra avaliada. Idosos mais velhos, que não possuem atividade ocupacional e que apresentam problemas relacionados ao uso de álcool são mais acometidos por distúrbios cognitivos. Esta pesquisa deve servir de base para que outros estudos sejam capazes de abranger mais variáveis e aprofundar os conhecimentos relacionados à promoção da saúde da população idosa.
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