ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: ATENDIMENTO INTEGRAL A BEBÊS COM A SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA
Palavras-chave:
s: Assistência Odontológica Integral, Atenção Primária à Saúde, Saúde Bucal, Zika VírusResumo
O objetivo do presente artigo é apresentar um relato de experiência de atendimento odontológico integral a bebês com a Síndrome Congênita do Zika (SCZ) de Maceió, Alagoas, Brasil. Desde fevereiro de 2017, de forma pioneira no estado, o município implantou em seus serviços de Atenção Primária à Saúde (APS), a assistência odontológica precoce às crianças com diagnóstico suspeito ou confirmado de SCZ. As ações apresentam foco na educação e promoção da saúde bucal infantil, na prevenção de agravos e na interceptação precoce daqueles já instalados. No âmbito coletivo têm sido realizadas rodas de conversa e palestras voltadas para os familiares e cuidadores. No âmbito individual ocorrem os atendimentos clínicos ambulatoriais em uma unidade básica de saúde. Até o mês de maio de 2019, 41 bebês foram atendidos, sendo 22 (54%) do sexo masculino e 19 (26%) do sexo feminino. Na primeira consulta as crianças tinham idade média de 1 ano e 3 meses e apenas 3 (7%) apresentavam ao menos um dente cariado. Os bebês que na consulta inicial eram livres de cárie têm permanecido nesta condição e os cuidadores têm relatado uma diminuição das dificuldades inerentes à higiene bucal, refletindo em menor acúmulo de biofilme dentário visível. Além disso, a equipe tem observado um fortalecimento do vínculo dentista-família-paciente. Desta forma, conclui-se que a inserção na APS de atividades voltadas para a assistência odontológica precoce aos bebês com a SCZ revela-se uma estratégia viável para a promoção da saúde bucal infantil, com potencial de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
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