PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS DOENTES RENAIS CRÔNICOS EM TRATAMENTO HEMODIÁLITICO: UM ESTUDO DA REGIÃO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Palavras-chave:
s: Insuficiência renal, Perfil de saúde, Diálise renalResumo
O número de novos pacientes com doença renal crônica em programa de hemodiálise aumenta anualmente. As principais causas do dano renal são a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus, que são doenças crônico degenerativas potencialmente preveníveis. Objetivo: Traçar o perfil clínico-epidemiológico dos doentes renais crônicos em hemodiálise em dois centros do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Método: Estudo exploratório, analítico, descritivo e quantitativo desenvolvido entre novembro de 2018 a fevereiro de 2019 em duas Unidades de hemodiálise pertencentes à mesma macrorregião, que atenderam aproximadamente 280 indivíduos. A coleta de dados foi realizada por meio dos registros dos prontuários clínico e eletrônicos e por entrevista semiestruturada com os indivíduos durante as sessões de hemodiálise. Os dados obtidos foram agrupados, tabulados e analisados por meio da estatística descritiva (média, desvio padrão, frequência e percentual). Resultados: Participaram do estudo 141 indivíduos, com predominância masculina e idade entre 25 a 88 anos. As etiologias de base da doença renal crônica mais relatadas foram a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus. Menos da metade dos indivíduos realizaram acompanhamento e tratamento pré-dialítico. O tempo de diagnóstico da doença renal e o tempo de tratamento hemodialítico foram de 7,6 e 3,5 anos respectivamente. A maioria dos indivíduos era anêmico, inativo fisicamente, não tabagista e não etilista. 27,65% dos indivíduos realizavam atividades de lazer. Uma minoria dos indivíduos realizava acompanhamentos com profissional fisioterapeuta e nutricionista ou seguia as recomendações destes. Conclusão: Este estudo confirma que a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus são as principais causas de doença renal e, portanto, com potencial de intervenção precoce evitando a progressão para a insuficiência renal e hemodiálise. Há a necessidade de organização do sistema de saúde com o acesso à equipes multiprofissionais para atuar na educação e manejo dos pacientes.
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