Prospecção biológica de plantas medicinais no Brasil: riscos e oportunidades
DOI:
https://doi.org/10.29327/213319.20.6-17Palavras-chave:
Fitoterapia, Bioprospecção, Estudos Etnodirigidos, Conhecimento TradicionalResumo
O consumo de plantas medicinais vem crescendo no mundo todo e cada vez mais cresce também o interesse pela prospecção de espécies com potencial aplicabilidade medicinal. No Brasil, muitas destas espécies medicinais são comercializadas em feiras e mercados públicos, algumas, inclusive, possuem eficácia terapêutica comprovada por meio de pesquisas farmacológicas, contudo o percentual de espécies estudadas ainda é diminuto diante da quantidade de espécies vegetais existentes no país passíveis de serem prospectadas. Neste sentido a utilização de métodos quantitativos em estudos etnobotânicos podem conjuntamente auxiliar na triagem e identificação de espécies mais promissoras candidatas a investigações científicas que possam validar o seu uso em modelos biomédicos. Assim, estudos etnobotânicos podem dar uma relevante contribuição para as ciências biomédicas e farmacêuticas, na medida em que pesquisas etnodirigidas podem favorecer a seleção de espécies e conhecimentos associados mais promissores, encurtando a distância e diminuindo os custos e o tempo dispendido para prospecção e validação de uma determinada espécie, extrato ou molécula terapeuticamente ativa. Também, associada à necessidade de um maior conhecimento das potencialidades da flora brasileira, urge o imperativo da conservação desses recursos, que progressivamente se escasseiam no mesmo ritmo da degradação dos seus respectivos biomas.
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