PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES E A INSERÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: UMA ANÁLISE EXPLORATÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.29327/213319.20.2-11Palavras-chave:
PIC, Profissionais de saúde, Saúde pública, Saúde integrativaResumo
Relatos da literatura indicam expressivo aumento das práticas integrativas e complementares nos últimos anos no Brasil. O objetivo deste estudo foi descrever a evolução das práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde na última década e verificar a inserção dos novos conhecimentos no cuidado. Estudo exploratório descritivo, cuja principal fonte de dados foram os sistemas de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS, domínio público), relativo aos procedimentos em práticas integrativas e complementares realizados por profissionais de saúde entre 2009 e 2019, distribuindo-se a taxa dos atendimentos de PIC segundo tipo e forma organizacional, local e ano. Para análise da tendência temporal do número de atendimentos em práticas integrativas e complementares, foi utilizado o modelo de regressão linear simples com nível de significância de 5%. A análise temporal revelou aumento (p > 0,01) de 1,2 % na taxa de atendimentos em PIC anualmente, com expressivo incremento em 2012, seguido de abrupta queda em 2013. Mostrou que em 2018, 72% dos procedimentos em PIC foram registradas por profissionais não-médicos, em 97% das capitais. Apresentou também significativa carência de informações sobre a condição e a formação dos profissionais executores das PIC. Na última década houve aumento do acesso às PIC com alguma melhora dos conhecimentos interdisciplinares, embora os registros com carência de informações estejam no cuidado especializado.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Temas em Saúde

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.