EDUCAÇÃO EM HANSENÍASE PARA MÉDICOS RESIDENTES

Autores

  • Karem Christine Corrêa e Silva Dermatologista, CREMESP 66430, mestrado em Educação nas Profissões de Saúde pela PUC-SP, Brasil (2020) e Preceptora da disciplina de dermatologia do internato e residência de dermatologia da PUC-SP Autor
  • Luiz Ferraz de Sampaio Neto CREMESP 49321, Doutorado em Medicina (Obstetrícia e Ginecologia) pela Universidade de São Paulo, Brasil (1997). Diretor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Autor
  • Cibele Isaac Saad Rodrigues CREMESP 39359, Doutorado em Medicina (Nefrologia) pela Universidade Federal de São Paulo, Brasil (1991) Professora de Bioética da Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Autor

DOI:

https://doi.org/10.29327/213319.21.1-4

Palavras-chave:

Educação em saúde, Hanseníase, Médicos-residentes, Saúde primária

Resumo

A hanseníase é uma doença negligenciada e um problema de Saúde Pública, sendo que o Brasil é o segundo país no mundo em número de casos novos. É uma condição infectocontagiosa que pode deixar sequelas que pioram seu estigma. Atualmente, no momento do diagnóstico, o grau de incapacidade física encontrado nos pacientes tem sido alto, o que demostra suspeição tardia. A realização de pesquisas que propiciem alerta às instituições de ensino médico sobre a necessidade de melhorar a qualificação de seus profissionais é de suma importância. Objetivo: Verificar o grau de conhecimento dos médicos residentes de áreas clínicas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), campus Sorocaba, no atendimento ao hanseniano. Método: Estudo quantitativo, descritivo e transversal realizado com 19 médicos residentes de áreas clínicas da PUC-SP em 2019. A coleta de dados foi feita em 2 questionários autoaplicáveis (o primeiro com perfil sociodemográfico e 4 perguntas fechadas, e o segundo respondido antes e após a intervenção educativa). Resultados e Discussão: A amostra foi composta predominantemente por mulheres (84%), com idade inferior a 30 anos (63%) e formadas nos últimos 5 anos (79%). O incremento no conhecimento imediato foi em média correspondente a 17,5%, sendo significante pelo teste t de Student. Constatou-se que as dificuldades encontradas em algumas perguntas fechadas (para cerca de 80% dos participantes) foram relacionadas a diagnóstico e tratamento, confirmadas pelas respostas do pré/pós teste no qual tivemos maior incremento de acertos (acima de 30%, com p< 0,05). Este achado pode estar relacionado a uma formação predominantemente teórica, sem treinamento prático. Conclusão: Infere-se a necessidade de incentivo a futuras atividades educativas contextualizadas que sedimentem o conhecimento de médicos residentes sobre esta doença.

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Publicado

2026-05-03

Como Citar

EDUCAÇÃO EM HANSENÍASE PARA MÉDICOS RESIDENTES. (2026). Temas Em Saúde , 21(1). https://doi.org/10.29327/213319.21.1-4