METANO INTESTINAL COMO BIOMARCADOR RESPIRATÓRIO PARA OBESIDADE, PRÉ-DIABETES E DIABETES MELLITUS TIPO 2
DOI:
https://doi.org/10.29327/213319.20.1-17Palabras clave:
Metano, Biomarcador, Methanobrevibacter smithii, Obesidade, Pré-diabetes, Diabetes mellitusResumen
Biomarcadores são definidos como variáveis bioquímicas que se relacionam com a expressão de uma determinada doença. Neste sentido, alguns gases podem atuar como biomarcadores conforme sua concentração detectável na respiração humana. O metano (CH4) produzido no intestino por arqueas metanogênicas hidrogenotróficas da espécie Methanobrevibacter smithii (M smithii) tem sido recentemente relatado como um biomarcador para distúrbios metabólicos como obesidade, pré-diabetes e diabetes mellitus. Na respiração de indivíduos saudáveis metano-positivos, a concentração de CH4 é detectável na faixa de 3 – 8 partes por milhão em volume (ppmV), enquanto os metano-negativos produzem CH4 abaixo de 3 ppmV. Contudo, indivíduos obesos, pré-diabéticos e diabéticos metano-positivos tendem a apresentar excesso deste gás no organismo (~12 ppmV) associado ao descontrole de seus quadros clínicos. Em tese, a literatura corrobora que indivíduos metano-positivos obesos, pré-diabéticos e diabéticos apresentam maiores índices de massa corporal (IMC) e pior controle glicêmico, baseado no nível de glicose (C6H12O6) e percentual de hemoglobina-glicada (%HbA1c), quando comparados com indivíduos metano-negativos. Hipóteses envolvendo a produção de CH4 associada a colheita energética e ao trânsito intestinal propõem elucidar o papel dos metanógenos no desenvolvimento da obesidade. Não obstante, maiores esclarecimentos são necessários para compreensão da relação de causa e efeito entre o CH4 respiratório e a pré-diabetes ou diabetes mellitus. O objetivo deste artigo é apresentar uma discussão sobre o CH4 intestinal detectável de maneira não-invasiva na respiração humana e seu potencial como biomarcador para obesidade, pré-diabetes e diabetes mellitus tipo 2.
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