INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS DE OBESIDADE NA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA
Keywords:
Doença hepática gordurosa não alcoólica, Obesidade, AntropometriaAbstract
A obesidade, doença multifatorial, é reconhecidamente um fator de risco para o desenvolvimento e evolução da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), a forma mais comum de hepatopatia crônica em diversas partes do mundo. A DHGNA é descrita como infiltração de gordura no fígado, e compreende um espectro de patologias que vai desde a esteatose simples, a esteato-hepatite, com ou sem fibrose, e cirrose. Objetivo: Correlacionar os indicadores antropométricos de obesidade IMC, CC, q CC/CQ, GIA e GSC com a DHGNA. Material e Métodos: Estudo com 250 pacientes avaliados através da ultrassonografia abdominal para pesquisa de esteatose hepática não alcoólica. Dados antropométricos como IMC, circunferência da cintura e relação cintura-quadril foram aferidos, como também foi quantificada a gordura subcutânea e a gordura intra-abdominal pela ultrassonografia. Resultados: Dos pacientes avaliados 45,70% apresentaram algum grau de infiltração gordurosa hepática. Todas as variáveis analisadas apresentaram significância estatística para a presença de esteatose hepática, porém apenas a gordura intra-abdominal, o IMC e a circunferência de cintura foram estatisticamente significativos com relação à gravidade dessa afecção. A gordura intra-abdominal, quantificada pela ultrassonografia, o IMC e a CC mostraram-se como bons preditores independentes de gravidade da esteatose hepática não alcoólica diagnosticada pela ultrassonografia abdominal. Conclusão: Desta forma, estes marcadores antropométricos, quando inseridos na avaliação clínica desses pacientes poderão contribuir no diagnóstico e prognóstico dessa afecção tão prevalente possibilitando uma intervenção clínica e nutricional imediata.
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