PERFIL MICROBIANO E DE RESISTÊNCIA DE ASPIRADO TRAQUEAL EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA E SEMI-INTENSIVA DE MACAPÁ/AP
DOI:
https://doi.org/10.64671/ts.v21i2.201Palavras-chave:
Cuidados críticos, Farmacorresistência, Patógenos, Saúde públicaResumo
Este estudo objetivou analisar o perfil microbiano e de resistência de exames de cultura de Aspirado Traqueal de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade de Terapia Semi-intensiva (USI) de um hospital público de Macapá, Amapá, admitidos durante os anos de 2015 a 2017. Trata-se de estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo e com análise documental. Houve predomínio do sexo masculino (n = 57; 67.1%), da utilização de Dispositivos Respiratórios Invasivos (98.73%) e de desfecho “Óbito” (n = 51; 64.6%). Os patógenos mais frequentes foram Pseudomonas aerugiosa (n = 23), Acinetobacter baumannii (n = 15), Burkholderia cepacia (n = 11) e Proteus mirabilis (n = 10), enquanto que não houve crescimento microbiano em 16 amostras. No tocante à farmacorresistência, Cefalosporinas resultou na mais resistente (n = 129; 42.3% [UTI]; 54; 36.9% [USI]), enquanto Carbapenêmicos foi a mais sensível (n = 68; 21.7% [UTI]; 50; 19.2% [USI]). Diante de tais resultados, conclui-se que ambos os setores intensivos possuem perfil microbiano e de resistência similares, concernente aos exames de cultura de Aspirado Traqueal. Contudo, mais estudos se fazem necessários para acompanhamento da manutenção ou mudança de tais perfis.
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