INFLUÊNCIA DO SEXO E ZONA DE MORADIA NA INTERNAÇÃO POR CAUSAS SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA EM CRIANÇAS NUM CENTRO SECUNDÁRIO PARAIBANO

Autores

  • Leandro Januário de Lima Estudo desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq/UFCG) Autor
  • Thiago Moura Tavares Graduando em Medicina, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Cajazeiras, Paraíba, Brasil. Autor
  • Onireves Monteiro de Castro Graduando em Medicina, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Cajazeiras, Paraíba, Brasil. Autor
  • Maria do Carmo Andrade Duarte de Farias Pós-doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Professora titular na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Cajazeiras, Paraíba, Brasil Autor

DOI:

https://doi.org/10.64671/ts.v21i6.160

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Hospitalização, Criança, Epidemiologia, Perfil de Saúde

Resumo

Objetivo: analisar a influência do sexo e fatores locacionais nas internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) na clínica pediátrica de um hospital universitário federal em 2013. Método: estudo descritivo, documental, transversal, que incluiu prontuários de pacientes internados por ICSAP no ano de 2013 na clínica pediátrica. Resultados: foram realizadas 223 ICSAP com a disenteria amebiana aguda sendo o diagnóstico mais frequente, com idade média dos pacientes, de cinco anos. Crianças do sexo masculino foram internadas mais jovens e permaneceram no hospital por menos tempo; as do feminino passaram por mais exames complementares. Os pacientes de Cajazeiras foram em maioria da zona urbana; mas, os casos provenientes de outras cidades predominaram da zona rural (p = 0,037). Os que residiam nos perímetros urbanos foram hospitalizados com maior frequência no primeiro semestre, ao passo que na segunda metade do ano tendeu a ser maior o número de crianças moradoras do campo (p = 0,007). A permanência hospitalar foi maior nos pacientes da zona rural. Entretanto, os casos da zona urbana apresentaram idade superior na época da hospitalização, e passaram por quantidade menor de exames complementares, laboratoriais e no somatório geral. Conclusão: ainda que sexo e zona de moradia, isolados, não possam predizer o desfecho de uma criança hospitalizada por causa evitável, essas variáveis podem auxiliar na decisão de internar ou não esses pacientes pelas diferenças apontadas em questões sensíveis ao cuidado.

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Publicado

2026-01-21

Como Citar

INFLUÊNCIA DO SEXO E ZONA DE MORADIA NA INTERNAÇÃO POR CAUSAS SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA EM CRIANÇAS NUM CENTRO SECUNDÁRIO PARAIBANO. (2026). Temas Em Saúde , 21(6). https://doi.org/10.64671/ts.v21i6.160