PERFIL DE ALTERAÇÕES EM COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA: UMA SÉRIE TEMPORAL
DOI:
https://doi.org/10.64671/ts.v22i5.135Palavras-chave:
Câncer de colo do útero, Exame de Papanicolau, Saúde da mulherResumo
O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus de DNA que pode ser sexualmente transmitido e se destaca como um agente responsável pelo câncer de colo uterino. Esse tipo de câncer é a principal causa de morte entre mulheres que vivem em países em desenvolvimento. A apresentação clínica, em estados iniciais, frequentemente é assintomática, por isso, o rastreio adequado a partir do exame de colpocitologia oncótica, popularmente conhecido como Papanicolau, se faz necessário para que as alterações celulares precursoras do câncer cervical sejam precocemente identificadas e tratadas, evitando a progressão da doença. Dessa forma, o objetivo geral deste estudo foi compreender o perfil de alterações nos exames colpocitológicos de rastreio em mulheres da Paraíba no período de 2015 a 2019. Trata-se de um estudo ecológico de uma série temporal, com caráter retrospectivo, do tipo descritivo e de natureza observacional. As informações populacionais e os laudos dos exames foram extraídos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. A coleta dos dados foi realizada pela própria pesquisadora no período agosto de 2021 e os dados foram organizados em planilhas para avaliação e descrição. O estudo revelou que a média anual de exames preventivos realizados no estado dentro do recorte temporal analisado foi de 132.567, no entanto, esse valor corresponde a menos de 15% das mulheres residentes na Paraíba que deveria realizar o exame periodicamente. Além disso, observou-se que a faixa etária predominante na realização da colpocitologia corresponde a de 30 a 39 anos, sendo também a que mais apresenta alterações. A lesão mais prevalente dentro do recorte analisado corresponde às atipias de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US), equivalente a uma média anual de 470 casos, seguida pela lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) com uma média anual de 356 casos e em ascensão durante todo o período analisado. A efetividade do uso do exame preventivo em detectar alterações precoces é corroborada pelos resultados dessa pesquisa, bem como a necessidade de maior adesão aos programas de prevenção por parte da população. Portanto, considerando o impacto devastador que o câncer de colo uterino traz para a saúde da mulher, pode-se interpretar esses resultados como um alerta preocupanteara melhorar ainda mais as ações e estratégias da Atenção Primária na Paraíba e no Brasil voltadas para o rastreio desta doença, assim como para reforçar o financiamento e as políticas públicas voltadas para esse setor.
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