ACOMETIMENTO DE FRATURAS ÓSSEAS EM ACIDENTES DE TRÂNSITO URBANO
DOI:
https://doi.org/10.64671/ts.v21i3.189Palabras clave:
Acidentes de trânsito, Educação, Epidemiologia, Saúde públicaResumen
Os acidentes de trânsito matam aproximadamente 1,25 milhão de pessoas e lesionam 20 a 50 milhões, anualmente. No presente estudo, o objetivo foi caracterizar as fraturas ósseas decorrentes de acidentes de trânsito urbano e analisar os fatores associados. Estudo epidemiológico, do tipo transversal. Trata-se da análise de dados relacionados aos acidentados em ocorrências de trânsito atendidas por uma Unidade de Resgate do Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, na área urbana de cidade de porte médio. Foram analisados dados de acidentados por atropelamentos, acidentes com automóveis, motocicletas e bicicletas dos boletins de ocorrência, 2018. A ocorrência de fratura óssea foi analisada conforme perfil do acidentado (sexo, ciclo de vida, escolaridade), tipo de veículo (motocicleta/bicicleta ou automóvel) e posição do acidentado (condutor ou passageiro). A análise considerou nível de significância 5%. Um total de 826 acidentados foram registrados, sendo 61,6% homens, 87,6% adultos e 82,3% com escolaridade no nível de ensino fundamental e médio. A motocicleta foi o veículo mais envolvido (81,0%). Entre os acidentados, 79,2% estavam na posição de condutor. A fratura óssea acometeu 13,4% dos acidentados (n = 111). A fratura fechada nos membros superiores/inferiores ocorreu em 10,0% de todos acidentados e a aberta atingiu 3,1% deles. Constataram-se fraturas na clavícula (0,2%), na costela (0,1%) e na pelve (0,1%). Entre os fraturados, a maior frequência ficou para motocicletas/bicicletas (95,5%). A ocorrência de fratura foi associada ao sexo masculino (p = 0,026) e aos condutores (p = 0,058). Fraturas ósseas acometeram principalmente membros superiores/inferiores, condutores de motocicletas/bicicletas e homens. A educação no trânsito faz-se necessária a esse público alvo, a fim de combater os acidentes com fraturas ósseas, que comprometem a saúde e a qualidade de vida dos acidentados.
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