A TELECONSULTA COMO OPORTUNIDADE DE ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS: UMA REFLEXÃO A PARTIR DOS ATENDIMENTOS

Autores/as

  • Letícia Santana da Silva Soares Aluno do Programa de Pós-Graduação do Programa de Ciências e Tecnologias da Saúde, Universidade de Brasília Autor/a
  • Mariel Umaña-Rivas Aluno do Programa de Pós-Graduação do Programa de Ciências e Tecnologias da Saúde, Universidade de Brasília Autor/a
  • Gustavo Guilherme Queiroz Arimatea Nefrologista, médico assistente do ambulatório de Transplante Renal do Hospital Universitário de Brasília Autor/a
  • Dayani Galato Docente do Curso de Farmácia Programa de Ciências e Tecnologias da Saúde, Universidade de Brasília Autor/a
  • Dayani Galato Docente do Curso de Farmácia Programa de Ciências e Tecnologias da Saúde, Universidade de Brasília Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.64671/ts.v21i4.187

Palabras clave:

Telemedicina, Serviços de saúde, Covid-19, Qualidade, Acesso e Avaliação da Assistência à Saúde

Resumen

Durante a pandemia muitos serviços de saúde foram interrompidos, seja para garantir os atendimentos aos acometidos pela doença causada pelo coronavírus (Covid-19), seja para proteger pessoas do grupo de risco, como imunossuprimidos. Objetivo: Apresentar a organização do serviço por teleconsulta e a percepção dos profissionais de saúde sobre o atendimento de pacientes transplantados renais. Métodos: Trata-se de uma reflexão realizada por meio da revisão da literatura e da experiência realizada no ambulatório de transplante renal de um hospital universitário do Brasil. Resultados: Para a implantação do serviço foi inicialmente realizada uma pesquisa com os pacientes do serviço para identificar o perfil e o possível letramento digital. Posteriormente, foram discutidos os processos de cuidado a serem realizados por essa modalidade, adotando o referencial de Donabedian. A realização dos atendimentos foi iniciada logo após o início da pandemia. Identificou-se pontos positivos, em especial a continuidade do tratamento e maior segurança à equipe e aos pacientes. Como pontos negativos, principalmente, a dificuldade do exame físico do paciente, além das barreiras de comunicação e a redução da sensibilidade de percepção dos profissionais de saúde sobre o paciente.  Conclusão: Mesmo que as teleconsultas sejam uma estratégia de cuidado, muito deve ser feito no sentido de melhorar o processo de cuidado.

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Publicado

2026-02-08

Cómo citar

A TELECONSULTA COMO OPORTUNIDADE DE ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS: UMA REFLEXÃO A PARTIR DOS ATENDIMENTOS. (2026). Temas Em Saúde , 21(4). https://doi.org/10.64671/ts.v21i4.187