ANÁLISE DE BIOMARCADORES PLASMATICOS DE ATLETAS DE FUTEBOL SUBMETIDOS A ANALISE DE FORÇA EM DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO

Autores/as

  • Luiz Casemiro Krzyzaniak Grando Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS Autor/a
  • Augusto Poloniato Gelain Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS Autor/a
  • Cleiton Chiamonti Bona Faculdade de Educação Fìsica e Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS Autor/a
  • Nelson Joao Tagliari Faculdade de Educação Fìsica e Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS Autor/a
  • Luciano de Oliveira Siqueira Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.64671/ts.v21i5.171

Palabras clave:

Biomarcadores, Atletas, Exercício, Monitoramento de Jogadores, Desempenho Esportivo

Resumen

Introdução: A medicina do esporte tem avançado no sentido de melhorar o desempenho atlético em busca de resultados cada dia mais competitivos. A utilização de novas tecnologias com suporte de equipes multiprofissionais tem se feito cada dia mais necessários em esportes de competição. A integração da análise de biomarcadores plasmáticos de desempenho aliado a equipamentos de alta tecnologia como os dinamômetros isocinéticos tem contribuído de forma decisiva para o refinamento de técnicas, preservação da saúde e desempenho dos atletas. Objetivo: Analisar o padrão biomarcadores de dano endotelial, estresse oxidativo, dano muscular, substratos energéticos de atletas submetidos a um teste de força em dinamômetro isocinético. Metodologia: Vinte jogadores profissionais de futebol (23,9 ± 6,2 anos; 1,76±6 cm de altura; IMC 25,7±1,9 Kg/m²) foram submetidos a protocolo análise de força de membros inferiores em dinamômetro isocinético (Biodex System 3 Pro), tendo coletado amostras de sangue repouso/pré-esfoço e 15 minutos após o esforço. Resultados: A análise estatística dos resultados aponta elevações estatisticamente significativas (p<0,05) de glicose, proteínas totais, albumina e lactato desidrogenase pós-esforço. Creatinina, Uréia, Ck-Total, Ck-Mb, PCR-US, IMA, TBARS, Tióis totais e não proteicos não mostraram diferenças significativas. Discussão: Os resultados apontam um aumento da glicogenólise combinada a uma quebra da homeostase proteica com sinais bioquímicos e clínicos de microlesão adaptativa pós-esforço identificadas posteriormente pelo padrão de resposta/desequilíbrio muscular obtido no dinamômetro isocinético. Conclusão: A associação das alterações bioquímicas médias do grupo confrontadas com resultados individuais dos atletas em conjunto com seus respectivos testes de força em dinamômetro isocinético permite diagnosticar risco de lesões, personalizar treinos específicos de reforço, refinamento e equilíbrio da força muscular proporcionando melhor maior desempenho e menor risco de lesão.

Referencias

1. Hall, JE, Guyton, A. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

2. Schmit C, Duffield R, Hausswirth C, Brisswalter J, Le Meur Y. Optimizing Heat Acclimation for Endurance Athletes: High- Versus Low-Intensity Training. Int J Sports Physiol Perform. 2018 Jul 1;13(6):816-823.

3. Gabriel BM, Zierath JR. The Limits of Exercise Physiology: From Performance to Health. Cell Metab. 2017 May 2;25(5):1000-1011.

4. Pol R, Hristovski R, Medina D, Balague N. From microscopic to macroscopic sports injuries. Applying the complex dynamic systems approach to sports medicine: a narrative review. Br J Sports Med. 2019 Oct;53(19):1214-1220.

5. Russell HC, Wiese-Bjornstal DM. Narratives of Psychosocial Response to Microtrauma Injury among Long-Distance Runners. Sports. 2015; 3(3):159-177.

6. Halliwell B. Biochemistry of oxidative stress. Biochem Soc Trans. 2007 Nov;35(Pt 5):1147-50.

7. Salonen M, Huovinen J, Kyröläinen H, Piirainen JM, Vaara JP. Neuromuscular Performance and Hormonal Profile During Military Training and Subsequent Recovery Period. Mil Med. 2019 Mar 1;184(3-4):e113-e119.

8. Pope CC, Penney D, Smith, TB. Overtraining and the complexities of coaches' decision-making: managing elite athletes on the training cusp. Reflective practice. 2018.19(2).145-166

9. Mónico JL, Silva F, Marques JP, Cardoso J, Mónico L, Fonseca F. Estudo das lesões de sobrecarga durante período intenso de atividade física complementado com avaliação por dinamometria isocinética. Revista Brasileira de Ortopedia. 2020. 55(6), 681-686.

10. Da Mata GSL, Oliveira DM, Lopes TR, Silva BM. Correlação entre a dinamometria isocinética e a avaliação do salto vertical: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia eo Exercício. 2020 13(87), 1183-1195.

11. Manechini JPV, Aquino R, Moraes C, Tourinho Filho H, Pimenta P M, Puggina EF. Long distance training associated to HIIT protocol does not induce changes in blood biochemical markers in adult marathoners. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2020. 42, e2032.

12. Ellman GL. Tissue sulphydryl groups. Arch. Biochem. Biophys n. 82, p. 70-77. 1959.

13. Esterbauer H., Cheesman K.H., Determination of aldehydic lipid peroxidation products: MDA and hydroxymonenal. 1991, in: Methods of Enzymology, vol. 186 (eds. L. Parcker, A. Glazer). New York, Academic Press, pp. 407–421.).

14. Bhagavan NV, Lai EM, Rios PA, Yang J, Ortega-Lopez AM, Shinoda H, Honda SA, Rios CN, Sugiyama CE, Ha CE. Evaluation of human serum albumin cobalt binding assay for the assessment of myocardial ischemia and myocardial infarction. Clin Chem. 2003 Apr;49(4):581-5.

15. Strunz CM, Araki LM, Nogueira AA, Mansur AP. Gender differences in serum CK-MB mass levels in healthy Brazilian subjects. Braz J Med Biol Res. 2011 Mar;44(3):236-9.

16. Cadegiani FA, Kater CE. Novel causes and consequences of overtraining syndrome: the EROS-DISRUPTORS study. BMC Sports Sci Med Rehabil. 2019 Sep 18;11:21.

17. Cadegiani FA, Kater CE. Novel insights of overtraining syndrome discovered from the EROS study. BMJ Open Sport Exerc Med. 2019 Jun 20;5(1):e000542.

18. Yin H, Xu L, Porter NA. Free radical lipid peroxidation: mechanisms and analysis. Chem Rev. 2011 Oct 12;111(10):5944-72.

19. Bachi ALL, Barros MP, Vieira RP, Rocha GA, de Andrade PBM, Victorino AB, Ramos LR, Gravina CF, Lopes JD, Vaisberg M, Maranhão RC. Combined Exercise Training Performed by Elderly Women Reduces Redox Indexes and Proinflammatory Cytokines Related to Atherogenesis. Oxid Med Cell Longev. 2019 Aug 5;2019:6469213.

20. Michailidis Y, Jamurtas AZ, Nikolaidis MG, Fatouros IG, Koutedakis Y, Papassotiriou I, Kouretas D. Sampling time is crucial for measurement of aerobic exercise-induced oxidative stress. Med Sci Sports Exerc. 2007 Jul;39(7):1107-13.

21. Huber, Paula C., Almeida, Wanda P., & Fátima, Ângelo de. (Glutationa e enzimas relacionadas: papel biológico e importância em processos patológicos. 2008. Química Nova, 31(5), 1170-1179.

22. Angelo PM, Jorge N. Compostos fenólicos em alimentos: uma breve revisão. Rev Inst Adolfo Lutz 2007;66(1):232-40.

23. Ascensão A, Rebelo A, Oliveira E, Marques F, Pereira L, Magalhães J. Biochemical impact of a soccer match - analysis of oxidative stress and muscle damage markers throughout recovery. Clin Biochem. 2008 Jul;41(10-11):841-51.

24. Scheffer DL, Pinho CA, Hoff MLM, Silva LA, Benetti M, Moreira JCF, Pinho RA. Impact of ironman triathlon on oxidative stress parameters. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 2012.14(2), 174-182

25. Neal RC, Ferdinand KC, Ycas J, Miller E. Relationship of ethnic origin, gender, and age to blood creatine kinase levels. Am J Med. 2009 Jan;122(1):73-8.

26. Finaud J, Lac G, Filaire E. Oxidative stress : relationship with exercise and training. Sports Med. 2006;36(4):327-58.

27. Silva LA, Silveira PC, Pinho CA, Tuon T, Dal Pizzol F, Pinho RA. N-acetylcysteine supplementation and oxidative damage and inflammatory response after eccentric exercise. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2008 Aug;18(4):379-88.

28. McArdle WD, Katch FI, Katch VL: Exercise Physiology: Energy, Nutrition, and Human Performance, ed 8. Philadelphia, Lippincott Williams & Wilkins, 2014.

29. Mougios, V. Exercise biochemistry. Second edition. Champaign Il. Human Kinetics, 2020. ISBN 978-1-4925-2904-0

30. Brandão, Felipe, Fernandes, Helder Miguel, Alves, José Vilaça, Fonseca, Sandra, & Reis, Victor Machado. Hematological and biochemical markers after a Brazilian Jiu-Jitsu tournament in world-class athletes. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 2014. 16(2), 144-151.

Publicado

2026-02-03

Cómo citar

ANÁLISE DE BIOMARCADORES PLASMATICOS DE ATLETAS DE FUTEBOL SUBMETIDOS A ANALISE DE FORÇA EM DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO. (2026). Temas Em Saúde , 21(5). https://doi.org/10.64671/ts.v21i5.171