DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA NA GARANTIA DA INTEGRALIDADE NA ASSISTÊNCIA DE PRÉ-NATAL
DOI:
https://doi.org/10.64671/ts.v22i4.117Palabras clave:
Desafios, Integralidade, Pré-natal, Enfermeiros, MédicosResumen
Em um atendimento pré-natal é imprescindível uma assistência integral para melhorar a qualidade da gestação em relação a vida da mãe e bebê. A gravidez é uma realidade de mudanças constantes e intensas. Ademais, como afeta a vida de uma mulher em vários âmbitos, seja comportamental, físico ou psicológico, as distintas categorias profissionais têm muito a contribuir com o cuidado. O estudo teve por objetivo conhecer os desafios enfrentados pelos profissionais da saúde na garantia da integralidade na assistência de pré-natal. O método adotado trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado nas unidades básicas de saúde do município de Patos, Paraíba, com os profissionais enfermeiros e médicos que atuam em unidades básicas de saúde, tendo uma amostra de 68 trabalhadores. Os resultados apontaram uma fala quase unânime entre os profissionais enfermeiros e médicos com 56,93% e 45,27% respectivamente, pois a demora nos exames e encaminhamentos, ausência de contra referência ou a referência do pré-natal de alto risco com pouca efetividade, falta de alguns exames necessários, bem como de profissionais foram os desafios mais evidenciados pelos entrevistados. Identificou-se que a integralidade deve ser bastante trabalhada dentro dos serviços de saúde, pois mesmo sendo princípio doutrinário do Sistema Único de Saúde, ainda é tratada a critério do profissional e não como doutrina. O investimento em formação dos profissionais e seu aperfeiçoamento pode contribuir efetivamente nesta problemática, a inserção de especializações multiprofissional em modalidade de residência, faz com que os trabalhadores criem em sua prática uma nova visão e reformulem suas práticas.
Referencias
ALMADA, L. C. L.; SILVA, C. A.; MARDOCK, A. R. M.; PIMENTEL, Z. N. S. Desafios da assistência pré-natal em um município no interior da Amazônia. Saúde em Redes. v. 6, n. 2, p. 11-24. 2020.
FERREIRA, B. A.; SILVA, E. M.; BELARMINO, A. C.; FRANCO, R. G. F. M.; SOMBRA, I. C. N.; FREITAS, A. S. F. Integralidade do cuidado de enfermagem do pré-natal ao puerpério. J. Health Biol Sci. v. 9, n. 1, p. 1-6, 2021.
LEAL, N. J.; BARREIRO, M. S. C.; MENDES, R. B.; FREITAS, C. K. A. C. Assistência ao pré-natal: depoimento das enfermeiras. Revista Cuidado é Fundamental. v. 10, n. 1, p. 113-122. 2018.
LUZ A.R. et al. Consulta compartilhada: uma perspectiva da clínica ampliada na visão da residência multiprofissional. Revista Eletrônica Gestão & Saúde, v. 7, p. 270-281, 2016.
MARQUES, R. F. A.; NASCIMENTO, F. F.; CARVALHO, N. M.; SOUSA, M. N. A. Atendimento pré-natal na Atenção Primária à Saúde durante o período de pandemia da COVID-19. Rev. Bra. Edu. Saúde, v. 10, n. 4, p. 83-87, out-dez, 2020.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. BRASIL. Importância do pré-natal. Brasília. 2016.
MINISTÉRIO DA SAÚDE (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde: revisão da Portaria MS/GM nº 687 de 30 março de 2006 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. 30 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).
MINISTÉRIO DA SAÚDE. BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012. p. 37 (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n° 32).
OLIVEIRA, M. P. R.; MENEZES, I. H. C. F.; SOUSA, L. M.; PEIXOTO, M. R. G. Formação e qualificação de profissionais de saúde: fatores associados à qualidade da atenção primária. Revista Brasileira de Educação Médica. v. 40, n. 4, p: 547-559; 2016.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (BRASIL). Lei n. 8080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências [Internet]. D.O.U., Brasília, DF; 20 set 1999.
RIBEIRO, K. N.; CONCEIÇÃO, D. S.; CARNEIRO, A. M. C. T.; ALMEIDA, J. G. A. A.; ALCÂNTARA, A. S. S.; VIANA, V. S. S. Caracterização do conhecimento das gestantes sobre as possíveis complicações relacionadas ao início do pré-natal tardio. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 8, p. 59458-59468, ago., 2020.
SANTOS, F. P.; COBUCCI, A.; DICKIE, P.; SILVA, D. O. Fragilidades no contexto do atendimento ao prénatal de alto risco. Saúde em Redes. v. 7, n. 2, 2021.
VÁZQUEZ, M. L.; VARGAS, I.; GARCIA-SUBIRATS, I.; UNGER, J. P.; DE PAEPE, P.; MOGOLLÓN-PÉREZ, A. S; SAMICO, I.; EGUIGUREN, P.; CISNEROS, AI.; HUERTA, A.; MURUAGA, MC.; BERTOLOTTO, F. Experiência médica de coordenação entre níveis de cuidado e fatores associados. Estudo transversal em redes públicas de saúde de seis países da América Latina. Soc Sci Med. v. 182, p. 10-19. 2017. doi: 10.1016/j.socscimed.2017.04.001.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Recommendations on antenatal care for a positive pregnancy experience. Geneva: WHO; 2016.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Temas em Saúde

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.