SEGURANÇA DO PACIENTE: CONHECIMENTO DAS EQUIPES ASSISTENCIAL E ADMINISTRATIVA

Authors

  • Maria de Fátima Pereira da Silva Enfermeira. Especialista em Docência do Ensino Superior e Enfermagem em Ginecologia, Obstetrícia e neonatologia. Colaboradora do Hospital Universitário Júlio Bandeira. HUJB/EBSERH Author
  • Edineide Nunes da Silva Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde pela UNISUL. Professora da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG. Author
  • Eliane de Sousa Leite Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela UFPB. Servidora da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG Author
  • Maria do Carmo Andrade Duarte de Farias Enfermeira. Author

DOI:

https://doi.org/10.64671/ts.v21i3.198

Keywords:

Segurança do paciente, Prática em saúde, Educação permanente.

Abstract

A segurança do paciente é um tema transversal contemporâneo em debate a nível mundial, tendo em vista os riscos que estão submetidos usuários ao procurar atendimento num serviço de saúde quer seja público ou privado. Esta pesquisa teve por objetivo analisar o conhecimento das equipes assistencial e administrativa sobre segurança do paciente no Hospital Universitário Júlio Maria Bandeira de Mello (HUJB). Trata-se de um estudo descritivo que foi realizado no HUJB localizado na cidade de Cajazeiras, Alto Sertão Paraibano. A população do estudo foi constituída por profissionais de enfermagem que trabalham nesse estabelecimento de saúde, obtendo uma amostra constituída por 46 funcionários ou empregados atuantes na assistência e gestão do serviço de enfermagem que aceitaram participar da investigação mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A coleta de dados foi realizada no período de 14 de fevereiro a 09 de março de 2017, após a emissão do parecer do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Campina Grande para a sua realização. Para tanto, foi utilizado como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada contendo questões objetivas e subjetivas. Foi realizada a análise descritiva dos dados quantitativos à luz da teoria existente sobre a temática. O corpus foi compilado por meio do software Iramuteq e utilizou-se a análise multivariada através da Classificação Hierárquica Descendente (CHD) reteve 115 Unidades de Contexto Elementar (UCE) das 46 Unidades de Contexto Inicial (UCIs). Propiciou a organização dos dados em uma figura de ilustração das relações entre as classes/categorias emergidas: Aspirações pelas práticas bem sucedidas; Condições para evitar erros; Construção de boas práticas e Estruturação da cultura da segurança. Essas classes refletiram o conhecimento dos profissionais da enfermagem do HUJB sobre segurança do paciente. Depreende-se que humanização na assistência ao paciente, visão holística, norteada pelos conhecimentos adquiridos na formação acadêmica e fundamentada em novos conhecimentos que são cultivados através de uma educação permanente, conduz à assistência que evita erros e promove segurança.

References

ARAÚJO, E. B. et al. Conhecimentos e práticas de enfermeiros sobre segurança do paciente. Temas em Saúde.v.19, n.4 p.2447-2131, 2019. João Pessoa.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde (Brasil). Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf>. Acesso em: 11 out. 2016.

________. Ministério da Saúde. Portaria n° 529, de 1° de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 abr. 2013f.

________. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente/Ministério da Saúde; Fundação Oswaldo Cruz; Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde. 2014. Disponível em: < http://proqualis.

net/sites/proqualis.net/files/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf>. Acesso em: 01 nov. 2016.

BRAGA, S. A. et al. Segurança do paciente: conhecimentos e práticas dos enfermeiros da clínica médica em um hospital público. Temas em Saúde.v.19, n.4 p.2447-2131, 2019. João Pessoa.

CAMARGO, B. V.; JUSTO, A. M. Iramuteq: um software gratuito para análise de dados textuais. Temas em Psicologia. v. 21, n. 2, p. 513-18, 2013. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413389X2013000200016&script=sci_abstract.>. Acesso em: 12 mar. 2017.

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Resolução COFEN nº 311/2007. Fevereiro de 2007. Rio de Janeiro. Disponível em:<http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2012/03/resolucao_311_anexo.pdf>. Acesso em: 01 mar. 2017.

________. Resolução nº 358, 23 de outubro de 2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambiente públicos ou privados, em que ocorre o cuidado de Enfermagem e dá outras providências. Disponível em: < http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html>. Acesso em: 13 mar. de 2017.

FOUCAULT, M. A hermenêutica do sujeito. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T. (Org.). Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

MARCHON, S. G. A segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. 2015. 78 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2007.

OLIVEIRA, R. M. et al. Estratégias para promover segurança do paciente: da identificação dos riscos às práticas baseadas em evidências. Esc Anna Nery, v. 18, n. 1, p. 122-129, 2014. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/ean/v18n1/1414-8145-ean-18-01-0122.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2017.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE - OMS. Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. Genebra: OMS, 2004. Disponível em: <http://www.who.int/patientsafety/en/brochure_final.pdf.> Acesso em: 07 nov. 2016.

________. Segundo desafio global para a segurança do paciente. Cirurgias seguras salvam vidas. Guia de Implementação para cirurgia segura da OMS. Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana da Saúde, 2010. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/seguranca_paciente_cirurgia_salva_manual.pdf> Acesso em: 07 nov. 2016.

RATINAUD, P.; MARCHAND, P. Application de la méthode ALCESTE à de “gros” corpus et stabilité des “mondes lexicaux”: analyse du “Cable-Gate” avec IraMuTeQ. In: Actes des 11eme Journées internationales d’Analyse statistique des Données Textuelles. p. 835-44. 2012. Dispo.nível em: <http://lexicometrica.univ-paris3.fr/jadt/jadt2012/Communications/Ratinaud,%20Pierre%20et%20al.%20-20Application%20de%20la%20methode%20Alceste.>. Acesso em: 20 fev. 2017.

SOUZA, A. B. G. (Org.). Exame físico no adulto. São Paulo: Martinare, 2013.

SOUZA, L. L. et al. Representações de gênero na prática de enfermagem na perspectiva de estudantes. Ciências & Cognição, v. 19, n. 2, p. 218-232, 2014. Disponível em: <http://www.cienciasecognicao.org>. Acesso em: 25 mar. 2017.

TRIGUEIRO, D. R. S. G. Representações sociais sobre aids e sexo entre mulheres em situação de privação de liberdade. 2015. 123f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2015.

VALENTE, G. S. C.; VIANA, L. O.; NEVES, I. G. As especialidades e os nexos com a formação continuada do enfermeiro: repercussão para a atuação no município do Rio de Janeiro. Rev. Enfermería Global. n. 19, jun. 2010. Disponível em: <http://scielo.isciii.es/pdf/eg/n19/pt_revision3.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2017.

Published

2026-02-12

How to Cite

SEGURANÇA DO PACIENTE: CONHECIMENTO DAS EQUIPES ASSISTENCIAL E ADMINISTRATIVA. (2026). Temas Em Saúde , 21(3). https://doi.org/10.64671/ts.v21i3.198