DIFERENÇAS SOCIAIS E COMPORTAMENTAIS ENTRE HOMENS E MULHERES DIAGNOSTICADOS COM SÍFILIS EM UM CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.64671/ts.v21i5.173Keywords:
Infecções Sexualmente Transmissíveis, Sífilis, Prevalência, Vulnerabilidade em Saúde, Análise de Gênero na SaúdeAbstract
Objetivo: Analisar o perfil dos casos de sífilis diagnosticados no Centro de Testagem e Aconselhamento de Montes Claros, Minas Gerais. Métodos: Trata-se de estudo observacional, retrospectivo, com componentes descritivos e analíticos. A amostra foi composta por usuários atendidos no Centro de Testageme Acosnelhamnteo de Montes Claros, que obtiveram resultados reagentes para o teste rápido de sífilis, no período de 2014 a 2019. Os dados foram coletados do sistema de informação do serviço. Resultados: Foram incluídos 401 usuários, sendo 154 (38,4 %) do sexo feminino e 247 (61,6%) do sexo masculino. A frequência da sífilis foi maior entre os homens que, por sua vez, apresentaram de forma significativa mais comportamentos de risco como uso de drogas (p=0,042), maior número de contatos sexuais (p=0,000) e práticas homoafetivas (p=0,000), em relaçao às mulheres. A percepção do risco também foi maior entre os homens (p=0,002). Quanto ao uso do preservativo, sua distribuição foi normal nos dois grupos. Conclusão: Os resultados apontam maior engajamento dos homens em situações de risco para IST o que, provavelmente, contribuiu para maior prevalência da sífilis nesse grupo. A elevada frequência da infecção evidencia a vulnerabilidade a que estão expostos os usuários do serviço, o que requer estratégias de impacto efetivo, que possam reduzir a transmissão da doença, considerando homens e mulheres de forma singular no âmbito das relações e no seu comportamento.
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