EFEITOS ADVERSOS DA POLIQUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM HANSENÍASE
DOI:
https://doi.org/10.64671/ts.v22i5.130Keywords:
Efeitos adversos, Hanseníase, PoliquimioterapiaAbstract
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Após a introdução da poliquimioterapia (PQT) constituída pela combinação dos fármacos rifampicina, dapsona e clofazimina, houve um declínio nos coeficientes de prevalência e detecção de novos casos visando a eliminação da hanseníase. Diante disso, objetivou-se verificar a frequência dos principais efeitos adversos aos medicamentos usados na PQT/OMS e a interferência destes na adesão ao tratamento, além de investigar os momentos de realização de exames laboratoriais e a ocorrência de mudança no esquema terapêutico. Trata-se de uma pesquisa documental com abordagem quantitativa, cuja fonte de dados foram 70 prontuários de pacientes que concluíram o tratamento para hanseníase durante o período de janeiro de 2016 a dezembro de 2018 nas 17 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona urbana do município de Cajazeiras - Paraíba. Entre os 39 pacientes que apresentaram efeitos colaterais, o perfil sociodemográfico se compôs por homens pardos, de baixa escolaridade e residentes na zona urbana, clinicamente multibacilares e sob a forma dimorfa. Sobressaíram-se as alterações cutâneas relacionadas à clofazimina; anemia como a reação adversa mais encontrada em exames laboratoriais, geralmente vinculada à dapsona; e as manifestações gastrointestinais, estas associadas às três drogas. Adicionalmente, houve alterações neurossensoriais, visuais e dor em membros. Faz-se necessário o planejamento de novas práticas que favoreçam o melhor reconhecimento dos efeitos destoantes, coadjuvando assim com a redução do padrão de endemicidade da doença.
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