EFEITOS DO METILFENIDATO NA FUNCIONALIDADE CEREBRAL DE HUMANOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Palavras-chave:
Ritalina, Déficit de atenção e hiperatividade, NeuroimagemResumo
Introdução: O metilfenidato é reconhecido como principal psicoestimulante usado para tratamentos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) bem como para fins de melhores desempenhos cognitivos. Apesar dos vários estudos relacionados ao uso do metilfenidato, não há um consenso quanto às alterações funcionais no cérebro humano. Objetivo: Descrever os efeitos da utilização de diferentes dosagens e formas de administração do metilfenidato na funcionalidade cerebral de humanos. Metodologia: Revisão exploratória da literatura conduzida de acordo com a metodologia de revisão sistemática PRISMA. A pesquisa bibliográfica foi realizada no PubMed, Bireme e Cochrane com termos de pesquisa relevantes (metilfenidato e córtex pré-frontal, metilfenidato e neurofuncional, metilfenidato e neuroimagem). Resultados: Apenas 18 ensaios clínicos randomizados foram identificados. Independente da metodologia de análise da funcionalidade cerebral utilizada e forma de administração da droga, 20% dos estudos identificaram atuação do metilfenidato no córtex pré-frontal e na área dorsolateral do córtex pré-frontal; 12% no cerebelo; 8% na região ventromedial do córtex pré-frontal, área ventro-lateral do córtex pré-frontal, lobo da insula, putâmen, tálamo; e córtex pré-motor. 15,4% dos estudos identificaram aprimoramento no controle da impulsividade, melhora na memória e na atenção; 11,5% aprimoramento da função executiva; 7,7% controle da hiperatividade; e 3,8% melhora no aprendizado. Conclusão: Há uma predominancia de estudos que indicam que as regiões dorso-lateral e ventro-medial do córtex pré-frontal sejam as mais afetadas pelo metilfenidato, no entanto, a diversidade de desenhos experimentais entre os estudos dificulta a análise dos efeitos de diferentes dosagens e formas de administração do fármaco na funcionalidade cerebral.
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