BINGE DRINKING ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA DE UNIVERSIDADES PARTICULAR E PÚBLICA DE UM ESTADO DO NORDESTE BRASILEIRO
Palavras-chave:
Alcoolismo, Educação Médica, Estudantes de MedicinaResumo
Objetivo: Avaliar o perfil de acadêmicos de Medicina, assim como o início, o padrão de consumo alcoólico e a prevalência de binge drinking entre estudantes de duas universidades. Métodos: Estudo transversal com os 255 acadêmicos de Medicina, do primeiro e do penúltimo período, de duas instituições da região metropolitana de Aracaju/SE, sendo uma pública e outra privada. Para avaliar o cálculo amostral mínimo, utilizou-se a fórmula de Pocock que correspondeu a 154 universitários. Aplicou-se questionários de características sociodemográficas e o Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT), no período de dezembro de 2015 a abril de 2016. Foram incluídos os acadêmicos com idade igual ou superior a 18 anos e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análise estatística, entre as variáveis categóricas, utilizou-se o teste qui-quadrado (p<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, com parecer nº 1.383.959. Resultados: Avaliou-se 210 estudantes de Medicina com média de idade de 22,8 anos (DP=4,68). O sexo masculino correspondeu a 53,8%, solteiros (95,2%), católicos (58,5%), residentes com os pais (79%). Observou-se que 81,9% já consumiram bebida alcoólica na vida, a média de idade de experimentação foi de 15,67 anos (DP = 2,62) e que 21% fazem uso problemático do álcool. Binge drinking foi referido por 68,5% dos homens e 45,2% das mulheres. Esta prática por acadêmicas do penúltimo período foi, significativamente, maior que as do primeiro período (p<0,008). Os estudantes de ambos os sexos, do primeiro período, foram os que mais consumiram dez ou mais doses de álcool em um curto intervalo de tempo (p<0,008). Conclusão: Os alunos de Medicina, das duas universidades avaliadas, em sua maioria são jovens solteiros, católicos e residem com familiares. Estes informaram que o primeiro contato com o álcool ocorreu em idade precoce e a prevalência de consumo alcoólico de risco encontrada foi de 21%. A maior prática de binge drinking ocorreu entre estudantes do penúltimo período, principalmente mulheres, enquanto que a prática de ingerir dez ou mais doses de álcool foi prevalente no primeiro período em ambos os sexos. Desta forma, torna-se importante o incremento de políticas públicas preventivas para minimizar o consumo de álcool direcionados a jovens, além de desenvolver intervenções no meio acadêmico com a intenção de reduzir o impacto negativo causado pelo consumo etílico, na atuação dos futuros médicos.
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