FREQUÊNCIA DE TRANSFERÊNCIA DE RECÉM-NASCIDOS DA PRIMEIRA PARA SEGUNDA ETAPA DO MÉTODO CANGURU EM UMA REGIÃO ALAGOANA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.64671/ts.v26i1.179

Palavras-chave:

Saúde materno-infantil, Recém-nascido, Método Canguru, Terapia intensiva neonatal, aleitamento materno

Resumo

Introdução: Os recém-nascidos pré-termo e de baixo peso compreendem um desafio para à saúde, sendo essencial a adoção de políticas de atenção ao prematuro. No Brasil, o Método Canguru consiste na política de saúde voltada à promoção da saúde neonatal. Objetivo: Descrever as características clínicas neonatais e a frequência de transferência de recém-nascidos da primeira para a segunda etapa do Método Canguru na Unidade Neonatal de um hospital no interior de Alagoas. Método: Pesquisa de coorte retrospectiva, aprovada pelo CEP/UFF (protocolo nº 6.112.286), que analisou 166 prontuários de bebês internados na UTIN em 2022, elegíveis para a segunda etapa do método. As variáveis categóricas foram apresentadas por suas frequências absoluta e relativa, e comparadas entre os grupos usando o teste qui-quadrado e as variáveis contínuas foram descritas por medidas de tendência central. Resultados: 455 recém-nascidos avaliados, 36,5% (n=166) atenderam aos critérios de elegibilidade para transferência, e 56,6% (n=94) foram efetivamente transferidos. O tempo médio entre a elegibilidade e o transporte foi de 4 dias (DP: ± 5 dias). Os recém-nascidos transferidos apresentaram, com maior probabilidade (p<0,05), IG de 32 semanas (DP ± 2), peso ao nascer de 1644g (DP ± 377g), internação na UTIN de 20 dias (DP ± 23 dias) e internação total de 33 dias (DP ± 26 dias).  Conclusão: Há necessidade de estratégias para ampliar a transferência de RNs, especialmente os pré-termos e de baixo peso ao nascer, promovendo melhores cuidados e resultados neonatais.

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Publicado

2026-02-11

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

FREQUÊNCIA DE TRANSFERÊNCIA DE RECÉM-NASCIDOS DA PRIMEIRA PARA SEGUNDA ETAPA DO MÉTODO CANGURU EM UMA REGIÃO ALAGOANA. (2026). Temas Em Saúde , 26(1). https://doi.org/10.64671/ts.v26i1.179